Minas Abraçando a Poesia Nacional
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  Crônicas em Cordel | I Belô Poético - 2005  
     
 

Crônica em Cordel de Maria Morais

Desde sempre Belo Horizonte
foi o berço da poesia
cidade jardim cativante
cheia de beleza e magia
e para falar com os sonhadores
poetas consagrados e amadores
marcou-se um encontro que abafou
“O 1o Poético Belô”.

Convidados de grande porte
de várias partes do Brasil
do leste, do sul e do norte
gente mais brilhante nunca se viu
poetizando a vida, a morte
atuação relevante ou vil
foi pra tratar dos rumos
das situações e dos prumos
que a poetada se reuniu.

No Instituto de Educação
o poético evento aconteceu
fez a abertura o Aroldo
que homenagens merecidas recebeu
homenageou-se Paulo Leão
poeta que foi grande configuração
a leitura de um seu poema tocou
fundo em cada coração.

Os poetas Rogério e Virgilene
idealizadores do cultural evento
da poesia de BH, rumo e leme,
presidiram ao relevante momento
enalteceram o plenário
louvaram a arquitetura de belo porte
do prédio educativo – centenário.

Virgilene ainda na abertura dizia,
da necessidade de se valorizar
o belo, o novo e o velho, a poesia,
usando palavras pra suavizar
esse mundo hostil e embrutecido
globalizado, endurecido
que só a poesia será capaz de abrandar.

Poesia nos costumes, nas tradições;
Rogério falou do “Arraial de Belô”
valorizando a poesia do povão,
a beleza cultural, seja qual for,
política, concreta, sentimental,
de denúncia, de revolta ou mesmo banal
mas poesia é poesia, por favor!

Zé Carlos vice-diretor do local
cumprimentou os poetas
elogiando a realização do Belô Poético
que é para o poeta uma porta aberta
um marco, um levante profético
que engrandece a cultura mineira
dando esperanças e muita alegria
para esses empolgados trovadores
amantes dos versos, sonhadores
e suas poéticas bandeiras.

Aroldo Pereira, o poeta homenageado,
alegrou a todos com seu grito de poesia,
ele que é o próprio ideal poético personalizado
é a alma da poesia e a alegria,
por quase duas décadas tendo firmado
a poesia com bastante galhardia
Aroldo dinamizou o evento
como mediador da 1a mesa
e deu seu recado a contento.

Junto a Zanoto – divulgador
de poesias em coluna de jornal
é mais que poeta, é incentivador
em meio noticiário do real
da violência, das crises, da dor
mostra flores pra aliviar a agonia
com uma coluna de trovas e poesia
bálsamo e sanativo de alegria.

Vimos no Zanoto, a esperança
de um apoio raro pra não extinguir
para que vejam poesia como bonança
levando a mensagem poética a sério
pesando a poesia na balança
vendo quanto vale beleza e mistério
dos versos falando ao coração
tendo a força e poder de império
Zanoto cultiva essa paixão.

A poesia do sul em excelência
o Belô Poético viu em Ademir
que do Rogério elogiou a sapiência
de ter feito esse momento existir,
falando em expressão clara e sincera
que são esses movimentos
que a poesia do Brasil quase se recupera,
disse da experiência em Bento Gonçalves
onde os lojistas deixam exibir
nas vitrines, as poesias
para essa se sobressair.

Foi válido e bom ouvir Ademir
tentaremos despertar os corações dos lojistas
abrir nas lojas, para a poesia, pistas
e quando um desiludido passar por ali
vir nas vitrines uma tocante poesia
sinta um sopro na alma, possa sorrir
e se algum dia poesia não ver
certamente dirá:
- Cadê a poesia daqui?

Belô Poético foi um evento vital
somos poetas, queremos belezas cantar,
criar de poesias, um festival
queremos levante, renovação,
poesia no total e no geral
com performances como as do Wilmar
que mexeu com a alma da platéia
despertando adormecidas idéias
poesia é lenitivo, é essencial
na dor, no amor, no bem ou no mal.

Poetas relatando experiências
cheias de riqueza e sabedoria
adquirindo nos recitais da vivência
do dia a dia com a poesia
mesmo em meio a desilusões
dos desenganos das gerações
dos políticos sem compostura
é aí que precisamos ir de poesia
como escudo nessa era dura.

Tânia Diniz, com modéstia visível
editora de Mulheres Emergentes
disse que desejaria realmente
fazer algo assim incrível
como o trabalho de Aroldo em Montes Claros
sem se dar conta do quanto é competente
no seu trabalho valente e sensível
mostrando que mulheres são incríveis
são bravas feras, de ideais veementes.

Em seu jornal Mulheres Emergentes
valoriza mulheres, todas elas
as lutadoras, as inteligentes
as que choram, as nobres, as singelas
compartilhando alegrias e dores
falando dessas jóias belas
Tânia, na sua excelente edição
para valorizar, usa poesia,
tendo Mulheres Emergentes a mão.

Muito bem falou Ademir Bacca
não faz cultura o Ministério da Cultura,
mas o SESC, que deixa eventos emergir,
a não acabarem em total ruptura,
pois dependendo do apoio do ministério
poesia e cultura, pra falar sério
vão parar na sepultura
enterrados no cemitério.

Mas poeta é invencível, é vivo
e comprovamos nesse momento atual
o propósito e o objetivo
é sairmos pelas ruas, pelas escolas
formando gerações de poetas
em recitais com beleza e graça
levando alegria e lenitivo
expondo nas paredes, nas vidraças
nos bares, nas praças.

Poesia para todos, na rua
ao sol, ao vento, à lua
sendo poeta, filósofo profético
tendo tido por início
o 1o Belô Poético.
A presença de todos, no geral
sem citar nomes, só poetas
alegrou de maneira especial
por serem assim, como setas
que mostram rumos nos caminhos
com versos, palavras de carinho
sendo arautos pregoeiros da alegria
cantadores e devotos da poesia.

Parabéns, Rogério Salgado
e Virgilene Araújo, poetas sonhadores
por esse momento realizado
com arte e bom gosto idealizado
da poesia, incentivadores.

O 1o Belô Poético foi visto por mim como:
Maravilhoso e cultural evento
Arrebanhando poetas
Reunindo pra proclamarem aos quatro ventos

Idéias de sonhadores profetas
Amantes de versos a contento.
Foi...
Marco da Pedra Fundamental
Organizado com sabedoria
Realizado na mineira capital
Aspirando tocar os corações com poesia
Incentivando, apoiando recital
Sucesso no Campo Poético Cultural.

 

Julho de dois mil e cinco,                 
bela Belo Horizonte,                        
minha saudade aqui finco               
e retorno estonteante.                   

Foi bom o Belô Poético,                      
de Rogério e Virgilene,                     
com todo mundo frenético,              
com todo mundo solene.                 

Temas os mais variados,                  
na pauta da discussão                     
e todos eles tratados,                      
com a mais pura emoção.                

Poetas e jornalistas                        
e também educadores,                   
todos especialistas,                        
sem falar nos escritores.                 

Fim de semana era frio,            
um frio de arrepiar,                             
não só a gente do Rio,
amante da beira mar.

Lá tremia o paraíba,
tremia mesmo o gaúcho,
gente de baixo e de riba,
Querendo quentão no bucho.

Para esquentar só um jeito,
esse era o meu alô,
criar coragem e de cito,
Ir ao Arraial de Belô.

Quadrilhas lá a dançar,
quadrilhas de São João,
de Brasília nem pensar,
Aquelas não têm vez não.

Pro próximo, a sugestão,
isso sem nenhum mistério,
convidar do céu, o Pedrão,
Oh, Virgilene e Rogério.

Arlindo Nóbrega-IWA

 

 
 
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